“A gente nunca imaginou gerar essa proporção… pelo fato de a gente não ter tido conhecimento das leis legal”. A declaração foi feita por um dos jovens envolvidos na “pegadinha” realizada dentro de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Franca, no dia 5 de agosto.
O grupo, que estava na cidade para produzir conteúdos para as redes sociais, simulou uma emergência médica dentro da unidade pública de saúde. A ação foi gravada e publicada na internet, onde alcançou milhares de visualizações, mas acabou sendo retirada do ar posteriormente.
Após a repercussão do caso, os envolvidos se retrataram publicamente e afirmaram que não tinham a intenção de provocar as consequências geradas pela ação. Um dos jovens, Kaíque Guilherme, lamentou a atitude.
A justificativa, no entanto, não afasta a possibilidade de responsabilização. O grupo prestou depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (11), e o caso ainda será apurado.
Grupo pode ser indiciado pela Polícia Civil
Segundo o delegado Davi Abmael Davi, responsável pela apuração, a ação provocou perturbação e incômodo na unidade de saúde e pode ter atrapalhado o funcionamento do serviço público.
O delegado destacou que uma repartição pública de saúde não é local para brincadeiras e que todas as circunstâncias do episódio serão investigadas.
Os envolvidos não são de Franca. Eles estavam hospedados em uma chácara na região enquanto produziam conteúdos para as redes sociais.
Jovens simularam emergência em UPA de Franca
A ocorrência aconteceu no dia 5 de agosto. Na ocasião, uma jovem entrou na UPA sendo carregada por um rapaz, como se estivesse passando mal. Ela chegou a ser colocada em uma maca para receber atendimento.
A farsa foi descoberta quando uma acompanhante que estava na recepção para fazer a ficha da suposta paciente informou que ela não estava passando mal.
Na sequência, a própria jovem, que fingia estar desacordada, confirmou, entre risos, que estava bem.
Diante da situação, os envolvidos foram advertidos e deixaram a unidade.
As imagens da “pegadinha” foram divulgadas nas redes sociais e alcançaram milhares de visualizações. O conteúdo, porém, foi apagado posteriormente.
Caso ganhou repercussão nas redes sociais
A situação gerou críticas nas redes sociais, principalmente pela escolha de uma unidade de saúde para a gravação do conteúdo. Além do transtorno provocado no atendimento, a ação mobilizou funcionários e pacientes que acreditavam estar diante de uma situação real de emergência.
Agora, a Polícia Civil vai analisar o caso e definir se houve prática de alguma infração e quais medidas poderão ser adotadas contra os envolvidos.

