quinta-feira, junho 4, 2026

Antes de falar sobre o jornalismo em Franca, é preciso reconhecer suas origens — e também suas feridas

Em uma época em que temas como feminicídio, judicialização e liberdade de expressão ocupam o centro dos debates no Brasil e no mundo, torna-se necessário revisitar histórias que permaneceram silenciadas por décadas, mas que ajudam a compreender o presente.

“Mulheres Mortas Não Contam Mentiras” resgata a trajetória da jornalista mais jovem da história do Brasil. Aos 16 anos, ela teve a vida interrompida de forma brutal em um dos crimes mais marcantes de Franca. Sua história atravessa questões que permanecem atuais: o poder, o silêncio, a pressão política, religiosa e financeira, além dos limites enfrentados pelo jornalismo em uma sociedade cada vez mais dividida.

Mais do que recordar uma tragédia, a obra apresenta um retrato do jornalismo brasileiro após a redemocratização e lança luz sobre os bastidores de uma profissão constantemente atacada, desgastada e pressionada.

A jovem jornalista não apenas nasceu em Franca, como também representou um raro sopro de renovação em uma imprensa local que, hoje, luta para manter sua relevância e independência.

Antes de retomar qualquer novo projeto editorial, a Folha de Franca apresenta esta obra como um convite à reflexão. Em breve, essa história estará disponível ao público, trazendo uma visão real, dolorosa e necessária — não apenas para preservar a memória de uma jovem jornalista, mas também para provocar um debate profundo sobre Justiça, liberdade e responsabilidade histórica.

Porque apagar histórias construídas com coragem, sofrimento e sangue nunca fortaleceu uma sociedade democrática.

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