segunda-feira, março 16, 2026

Operação mira estrutura do Comando Vermelho no interior paulista

Foi deflagrada nesta quarta-feira, 11, a A Operação Linea Rubra, com o objetivo de desarticular a estrutura logística, financeira e operacional do Comando Vermelho no interior de São Paulo. A investigação tem como foco crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e homicídios.

Durante a ação, agentes buscaram cumprir 29 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Prisões foram registradas em cidades como Ribeirão Preto, Rio Claro e Indaiatuba.

A operação foi realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Claro e com apoio estratégico da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. Segundo as investigações, a atuação principal do grupo criminoso ocorreria na região de Rio Claro.

De acordo com o MP, a ofensiva ocorre em meio ao recrudescimento da violência na região, motivado por disputas territoriais entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma organização rival. Após a desarticulação desse grupo em 2023, uma nova liderança teria assumido o controle das atividades criminosas.

Segundo os investigadores, a organização passou a ser comandada por Leonardo Felipe Panono Scupin Calixto, conhecido como “Bode”. As apurações indicam que ele teria se integrado ao Comando Vermelho, tornando-se uma das lideranças da facção no interior paulista.

Atualmente, Calixto e seu principal aliado estão foragidos e, conforme as investigações, podem estar escondidos em comunidades do Rio de Janeiro sob domínio da facção.

As investigações apontam que o grupo utilizava um modus operandi considerado sofisticado, que incluía o uso de “carros-cofre” com fundos falsos para o transporte de drogas e armas. O esquema também envolveria empresas de fachada e “laranjas” para a lavagem de dinheiro.

Movimentações Financeiras

As apurações apontaram que o grupo utiliza um modus operandi profissionalizado que inclui o uso de “carros cofre” com fundos falsos para o transporte de ilícitos, além de empresas de fachada e laranjas para a lavagem de dinheiro. A movimentação financeira identificada chegou a R$ 1,19 milhão em menos de um mês.

O impacto financeiro da operação inclui o sequestro de R$ 33,6 milhões em contas bancárias, o bloqueio de ativos de 35 CPFs e CNPJs, além do sequestro de 12 imóveis e 103 veículos, sendo que 26 destes foram apreendidos durante as diligências.

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