Parentes de João Roberto Bolelli apontam problemas de saúde como possível causa da morte; família de Eduardo Alves relata queda acidental e formação de coágulo
Duas mortes que tiveram grande repercussão nos últimos dias na região de Franca podem não estar relacionadas a crimes. Familiares do pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, e do personal trainer Eduardo Alves, de 37 anos, apontam possíveis causas naturais e acidentais, respectivamente, para os óbitos.
No entanto, as circunstâncias das duas mortes ainda dependem de esclarecimento oficial pelas autoridades responsáveis.
Personal trainer teria sofrido queda após passar mal
Eduardo Alves foi encontrado morto no domingo, 1º de novembro, em uma chácara localizada em um condomínio às margens da rodovia Engenheiro Ronan Rocha, em Franca.
Após a repercussão do caso, a família divulgou uma carta esclarecendo que o personal trainer havia sofrido um acidente de trânsito na sexta-feira (30). Posteriormente, ele teria passado mal, sofrido uma queda e batido a cabeça.
“Infelizmente, houve a formação de um coágulo, cujo agravamento contribuiu para o quadro que levou à sua partida”, informou a família no comunicado.
A manifestação dos familiares aponta para a possibilidade de uma morte acidental, embora a causa definitiva dependa de confirmação médica e pericial.
Pecuarista encontrado morto em Rifaina tinha problemas de saúde
No caso do pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, encontrado morto na segunda-feira (2), em uma área da fazenda da família, em Rifaina, a suspeita dos familiares é de que ele tenha morrido em decorrência de problemas de saúde.
Segundo as informações disponíveis, o corpo não apresentaria sinais aparentes de violência. Bolelli tinha histórico de problemas cardíacos e diabetes, condições que poderiam estar relacionadas à morte.
O pecuarista era investigado como suspeito de assassinar a tiros Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, crime ocorrido na terça-feira, 27 de outubro, em Rifaina.
Após o assassinato, a Justiça havia decretado sua prisão preventiva, mas ele não foi localizado pela polícia e passou a ser considerado foragido.
Uma das hipóteses levantadas é de que Bolelli tenha morrido ainda no dia do crime, permanecendo desaparecido até a localização do corpo, seis dias depois.
Apesar das suspeitas levantadas pelos familiares, a confirmação das causas e das circunstâncias das duas mortes depende dos resultados dos exames periciais e das investigações.

