Presidente participou de ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11); veja vídeo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou neste domingo, 11, uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Antes de participar de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula classificou a medida como uma “intromissão indevida” da Justiça Eleitoral na eleição.
“Já venho percebendo, há alguns dias, que existem muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura”, afirmou o presidente a jornalistas. Lula também questionou a atuação da Justiça Eleitoral e disse que seu partido buscaria reverter a decisão.
O canal “Exército do Lula” foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente nas redes sociais. A suspensão foi determinada por Nunes Marques após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
A campanha de Flávio alegou que o canal era utilizado para disseminar conteúdos desinformativos e ofensivos contra o candidato do PL. Janones, por sua vez, contestou as acusações e criticou a decisão judicial.
Decisão é revogada pelo relator do caso
Ainda neste domingo, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso no TSE, revogou a ordem de suspensão e determinou o restabelecimento provisório do canal, incluindo a possibilidade de novas publicações e a entrada de seguidores. O caso será submetido à análise do plenário do tribunal.
Ato de campanha na Avenida Paulista
Milhares de apoiadores acompanharam o ato de campanha de Lula na Avenida Paulista. Durante o evento, o presidente criticou o governo anterior e buscou mobilizar seus eleitores para o segundo turno.
Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro e enfrenta o adversário na disputa pela Presidência da República. A campanha entra agora em sua fase final, com os candidatos intensificando as agendas públicas e a mobilização de apoiadores.

