O mercado imobiliário de Franca e região apresentou forte crescimento em junho de 2026, impulsionado principalmente pela ampliação do crédito habitacional e pela recuperação da confiança dos consumidores. Levantamento divulgado nesta semana pelo Creci-SP mostra que as vendas de imóveis residenciais usados aumentaram 59,44% em relação a maio, enquanto as locações cresceram 5,47%, confirmando o aquecimento do setor no primeiro semestre.
De acordo com a pesquisa mensal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, o cenário favorável reflete fatores como maior oferta de financiamento, estabilização gradual das taxas de juros, retomada da demanda reprimida e a busca por imóveis que ofereçam mais conforto e qualidade de vida.
Outro fator apontado é o fortalecimento da confiança das famílias, que voltaram a investir na compra da casa própria diante de um ambiente econômico mais previsível. Ao mesmo tempo, o mercado de aluguel segue aquecido, atendendo consumidores que aguardam melhores condições de financiamento ou preferem a flexibilidade da locação.
As casas continuam sendo o tipo de imóvel mais procurado pelos compradores. Elas responderam por 65% das vendas registradas em junho, enquanto os apartamentos representaram 35% das negociações.
Entre as residências vendidas, predominam os imóveis com três dormitórios, responsáveis por 54,5% das transações. As casas com dois dormitórios corresponderam aos 45,5% restantes.
Nos apartamentos, a preferência foi ainda mais concentrada: 85,7% das vendas envolveram unidades de dois dormitórios.
Em relação à metragem, a maior parte dos imóveis comercializados possui entre 51 m² e 200 m², perfil que atende principalmente famílias de pequeno e médio porte.
Faixa de R$ 201 mil a R$ 400 mil concentra maior número de negócios
O levantamento mostra que o mercado segue concentrado nos imóveis de valor intermediário.
As propriedades avaliadas entre R$ 201 mil e R$ 300 mil responderam por 38,9% das vendas. Já os imóveis entre R$ 301 mil e R$ 400 mil representaram 27,8% das negociações. Somadas, essas duas faixas concentraram mais de dois terços de todas as vendas realizadas em junho.
Os imóveis acima de R$ 501 mil também tiveram participação significativa, representando 16,7% das transações, demonstrando que há demanda em diferentes faixas de renda.
Quanto aos preços negociados, metade dos imóveis foi vendida com descontos de até 5% sobre o valor anunciado. Outros 44,4% foram comercializados exatamente pelo preço pedido pelos proprietários, indicando equilíbrio entre oferta e demanda e reduzida necessidade de concessões nas negociações.
Crédito habitacional impulsiona vendas
O financiamento imobiliário continua sendo o principal responsável pelo desempenho positivo do setor.
Segundo o Creci-SP, 58,3% das vendas foram financiadas pela Caixa Econômica Federal. Outros 16,7% utilizaram financiamento de diferentes instituições financeiras, enquanto o mesmo percentual correspondeu às compras realizadas à vista.
Apenas 8,3% das negociações ocorreram por meio de financiamento direto com os proprietários. Não houve registro de operações realizadas por consórcio.
Os dados reforçam a importância da manutenção de linhas de crédito acessíveis para sustentar o crescimento do mercado imobiliário na região.
Compradores ampliam busca por bairros fora das áreas centrais
A pesquisa também revela uma mudança no perfil das regiões mais procuradas pelos compradores.
Embora a região central tenha concentrado 20% das vendas e os bairros considerados nobres tenham respondido por outros 10%, a maior parte das negociações — 70% do total — ocorreu em bairros de outras regiões de Franca e dos municípios pesquisados.
O resultado indica uma expansão do mercado para áreas com maior oferta de imóveis e melhor relação entre custo e benefício, acompanhando a busca dos consumidores por espaços maiores e preços mais competitivos.

