O mercado imobiliário de Franca e região apresentou recuperação em agosto de 2026 após a retração observada no mês anterior. De acordo com levantamento do setor, as vendas de imóveis residenciais usados cresceram 52,02% em relação a julho, enquanto as locações registraram alta de 7,69%.
A pesquisa reuniu dados de sete municípios da região: Cristais Paulista, Franca, Guaíra, Ipuã, Ituverava, Patrocínio Paulista e São José da Bela Vista. O estudo contou com a participação de corretores e imobiliárias que atuam nesses mercados.
Os resultados apontam para a predominância das casas nas negociações, concentração das vendas em imóveis de dois e três dormitórios e forte dependência do financiamento da Caixa Econômica Federal. No segmento de locação, as casas representaram a totalidade dos contratos registrados, com destaque para imóveis de dois dormitórios e aluguéis entre R$ 1.001 e R$ 1.500.
Casas lideram vendas de imóveis usados
As casas corresponderam a 86% das vendas realizadas em agosto, enquanto os apartamentos representaram 14% das negociações. O resultado reforça a preferência dos compradores por imóveis horizontais, que costumam oferecer mais espaço e melhor atender às necessidades das famílias.
Entre as casas vendidas, os imóveis com três dormitórios dominaram o mercado, respondendo por 83,3% das negociações. As unidades com dois dormitórios representaram 16,7%. Não houve registros de vendas de imóveis com um dormitório ou com quatro dormitórios ou mais.
Quanto à área útil, 66,7% das casas comercializadas possuíam entre 101 m² e 200 m². Outros 16,7% estavam na faixa de 51 m² a 100 m², enquanto a mesma proporção correspondia a imóveis com mais de 201 m². Nenhuma venda foi registrada na categoria de até 50 m².
O cenário indica que o mercado esteve concentrado em residências de médio porte, especialmente imóveis de três dormitórios voltados ao público familiar. A presença de unidades acima de 201 m² também demonstra movimentação em faixas de maior valor agregado.
No segmento de apartamentos, todas as unidades vendidas possuíam dois dormitórios e até 50 m² de área útil. O perfil sugere a procura por imóveis compactos, com valores mais acessíveis e menor custo de manutenção, além de opções voltadas para investidores e famílias menores.
Imóveis acima de R$ 500 mil ganham espaço
A distribuição dos preços das vendas foi mais equilibrada em agosto. As faixas entre R$ 301 mil e R$ 400 mil e acima de R$ 501 mil responderam, cada uma, por 28,6% das negociações.
Já os imóveis de até R$ 200 mil representaram 14,3% das vendas, mesmo percentual registrado nas faixas de R$ 201 mil a R$ 300 mil e de R$ 401 mil a R$ 500 mil.
Os números mostram que, embora as negociações de imóveis de menor valor continuem presentes, houve crescimento da participação de unidades acima de R$ 301 mil. A presença expressiva de imóveis superiores a R$ 501 mil diferencia o desempenho de agosto em relação a julho, quando as vendas estavam concentradas em faixas de menor valor.
Especialistas apontam que esse comportamento pode estar relacionado à predominância das casas de três dormitórios e com áreas entre 101 m² e 200 m², características que normalmente elevam o valor dos imóveis. O resultado também pode refletir a retomada de negociações adiadas nos meses anteriores.
Caixa Econômica Federal concentra financiamentos
O financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal respondeu por 100% das vendas financiadas registradas em agosto. Não houve registros de compras à vista, financiamentos por outros bancos, aquisições diretas com proprietários ou operações por consórcio.
A concentração do crédito na Caixa reforça a importância da instituição para o mercado imobiliário da região de Franca e demonstra a dependência do setor em relação às linhas de financiamento habitacional oferecidas pelo banco.

