O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Políticas para a Mulher, em parceria com as Secretarias da Educação e da Segurança Pública, iniciou, nesta segunda-feira (17), a primeira etapa do programa Não se Cale Vai à Escola. A iniciativa leva para a rede estadual de ensino ações de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Franca está entre os 56 municípios paulistas que receberão as atividades.
Nesta primeira fase, delegadas de polícia visitarão escolas para conversar com estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e demais servidores sobre como reconhecer situações de violência, buscar ajuda e acessar a rede de proteção.
Ao todo, estão previstas 168 ações presenciais, com encontros em três escolas de cada município participante. Entre os temas abordados estão a Lei Maria da Penha, as diferentes formas de violência contra a mulher, sinais de alerta, mecanismos de proteção, rede de apoio e canais de denúncia.
“A escola é um espaço fundamental não apenas para formar e informar, mas também para acolher e ajudar a identificar os primeiros sinais de violência. O Não se Cale Vai à Escola fortalece essa rede ao dar ferramentas práticas a professores e estudantes para reconhecerem comportamentos abusivos, saberem exatamente como buscar apoio e promoverem a cultura do respeito desde cedo”, afirma a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.
Prevenção começa pela informação
Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, levar o debate para o ambiente escolar contribui para que os jovens reconheçam comportamentos abusivos e saibam onde buscar ajuda.
“A proteção das mulheres também começa pela prevenção e pela informação. Quando levamos esse debate para dentro das escolas, ajudamos os jovens a identificar comportamentos abusivos, conhecer os canais de denúncia e entender que a violência não pode ser naturalizada”, afirma.
O secretário da Educação, Renato Feder, também destacou a importância da parceria entre as áreas. “Este acordo é uma iniciativa fundamental para unir esforços no enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. Levar informação à rede de ensino e à comunidade é o primeiro passo para prevenir e romper ciclos de violência, tornando nossas escolas e famílias espaços mais seguros e acolhedores”, afirma.
Para Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) da Polícia Civil do Estado de São Paulo, a aproximação com os estudantes é importante para ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de proteção.
“As Delegacias de Defesa da Mulher recebem diariamente relatos que mostram como o silêncio e o desconhecimento sobre os canais de proteção agravam situações de violência. O Não se Cale Vai à Escola aproxima a Polícia Civil da juventude paulista em um momento decisivo, ensinando meninas e meninos a reconhecer o abuso e a buscar ajuda”, destaca.
Franca está entre os municípios prioritários
Os 56 municípios que receberão as ações presenciais, incluindo Franca, foram selecionados com base em dados da Secretaria da Segurança Pública sobre regiões com maior incidência de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher.
O programa Não se Cale Vai à Escola tem duração prevista de 24 meses e busca ampliar as ações de prevenção à violência contra mulheres e meninas dentro da rede estadual de ensino.

