As exportações da região de Franca somaram US$ 437,9 milhões entre janeiro e julho de 2026, uma queda de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Já as importações alcançaram US$ 165,4 milhões, crescimento de 31,5% em relação ao ano passado.
Com esses resultados, a região registrou superávit comercial de US$ 272,5 milhões nos sete primeiros meses de 2026. Entre os principais produtos exportados pela região estão açúcares e produtos de confeitaria, que representaram 44,2% das vendas externas, seguidos por café, chá, mate e especiarias, com 19,1%, e calçados, polainas e artefatos semelhantes, com 7,4%.
Nas importações, os principais produtos foram químicos orgânicos, responsáveis por 42,4% das compras, adubos ou fertilizantes, com 27,2%, e sal, enxofre, terras e pedras, cal e cimento, que representaram 8,7%.
Principais parceiros comerciais
A China foi o principal destino das exportações da região de Franca entre janeiro e julho, respondendo por 14,5% das vendas. Na sequência aparecem os Estados Unidos, com 9,8%, e a Índia, com 9,7%.
Já entre os países de origem das importações, a China também liderou, com 33,8% das compras. Bolívia, com 13,6%, e Índia, com 12,6%, completam os principais fornecedores.
Para Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Fiesp, o fortalecimento da indústria pode ampliar a participação brasileira no comércio internacional.
Comércio exterior de São Paulo
No Estado de São Paulo, as exportações totalizaram US$ 45,84 bilhões de janeiro a julho de 2026, crescimento de 5,5% sobre os US$ 43,43 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
As importações paulistas também cresceram, passando de US$ 50,28 bilhões para US$ 52,94 bilhões, alta de 5,3%.
A corrente de comércio — soma das exportações e importações — chegou a US$ 98,78 bilhões, aumento de 5,4% em relação aos US$ 93,72 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Apesar do crescimento das exportações, a balança comercial paulista apresentou déficit de US$ 7,10 bilhões, ante US$ 6,85 bilhões no mesmo período de 2025. O resultado representa aumento de 3,7% no déficit.

