segunda-feira, março 16, 2026

Jornalista mais jovem da história é de Franca, mas morreu de forma cruel e foi esquecida

No Dia Internacional das Mulheres, nada mais justo do que homenagear aquela que na verdade foi a jornalista mais jovem da história do Brasil. Seu nome, porém, quase ninguém se lembra. Afinal, sua morte cruel e sua história foram sendo deixadas para trás com o passar dos anos.

De acordo com a Wikipédia, a enciclopédia livre da internet, o mais jovem jornalista do país seria Roberto Cabrini, que “ingressou na profissão aos 16 anos de idade, atuando em uma rádio e em um jornal de Piracicaba, São Paulo. Aos 17 anos, foi contratado pela TV Globo, tornando-se o mais jovem repórter do telejornalismo de rede da história do Brasil”.

Essa é a história registrada na Wikipédia, sem detalhar quais realizações Cabrini teve aos 16 anos de idade no início da carreira. Ainda assim, mesmo considerando essa referência, ele ficaria distante da garota prodígio de Franca, que aos 15 anos já atuava no maior jornal da cidade, na época responsável por mais de 90% do mercado de comunicação local.

Vítima daquele que é considerado o crime mais violento da história de Franca, segundo avaliação do próprio legista do Instituto Médico Legal (IML) na época, a jovem jornalista francana deixou marcas profundas no jornalismo local. Suas ideias e sua inspiração ajudaram a dar origem à Folha de Franca — hoje também conhecida como Folha Franca.

Ao longo do tempo, o jornal passou a ser alvo de ataques de políticos e até de magistrados que se uniram para tentar destruir um legado e lucrar com a comunicação, acreditando que a história seria apagada.

Mas não será.

A partir de agora, dia após dia, seguiremos lutando para resgatar a memória dessa jovem jornalista e impedir que seu caso permaneça esquecido. Sua morte, que na época levou milhares de francanos às ruas em protesto, não pode ser tratada como apenas mais um capítulo apagado da história da cidade.

Também seguiremos denunciando aqueles que, movidos por política, poder e dinheiro, acreditam ter direito a fazer qualquer coisa — até tentar matar duas vezes alguém que nunca teve a chance de se defender: primeiro com a violência brutal e depois com o silêncio e o esquecimento de uma sociedade que precisa encarar o próprio passado.

Últimas notícias
Outras Notícias